T-Cross: o mais novo SUV da Volkswagen

O novo SUV da Volkswagen T-Cross é jovem, versátil e vistoso – mas elegante. Não é grande nem acanhado e garante segurança, conforto, tecnologia e prazer de condução: na cidade ou nos percursos mais aventureiros. Está mais do que pronto para conquistar a sua presença no mercado.

O conforto e a qualidade dos acabamentos são o que se espera da marca alemã. O T-Cross é o mais novo no segmento dos SUV citadinos da Volkswagen, juntando-se assim aos T-Roc, Tiguan, Tiguan Allspace e Touareg. E, claro, foi buscar aos irmãos mais velhos uma influência na sua imagem e estilo. É mais curto 12 centímetros do que o T-Roc.

O T-Cross apresenta-se ao mercado nacional com um motor 1.0 TSI de três cilindros, potência máxima de 115 cv (também há a versão de 95 cv) e uma caixa manual de seis velocidades. As três versões disponíveis são a T-Cross, Life e Style, variando na personalização do interior e exterior. A palete de cores vai do preto ao branco, passando pelas mais metalizadas e até um elegante verde bambu.

A versão ensaiada foi o laranja elétrico, que primeiro se estranha e depois ganha personalidade, juntamente com as jantes em liga leve de 17’’ que saltam à vista. Já no habitáculo, temos um sistema de navegação com tudo o que hoje em dia se quer: de um ecrã tátil que responda rápido às aplicações e auxiliares – ligação Bluetooth, entrada para cartões SD e USB e um leitor de CDs que ainda resiste ao tempo. Não falta também uma vasta lista de opções adicionais para juntar ao conforto e segurança.

Importa realçar como se ganha espaço para transportar seja o que for – de uma prancha de surf a outros equipamentos. Os bancos traseiros são rebatíveis e ficam ao nível da bagageira. Esta tem 455 litros e são mais do que suficientes para a utilização diária, assim como para encaixar algumas malas de viagem. Pode ainda ganhar-se profundidade de espaço se deitarmos o banco do passageiro da frente, passando a ter 1281 litros.

Ainda que seja um SUV de dimensões controladas, não deixa de ter uma condução mais elevada e isso nota-se em curvas mais apertadas, mas demonstra sempre um comportamento eficaz.

Depois de alguns quilómetros em autoestrada, com uma elevada insonorização do motor, pusemo-lo fora do alcatrão – como virar uma moeda e dar-lhe nova vida. É por caminhos de terra batida que a aventura controlada se segue. Não estamos a fazer todo-o-terreno, mas podemo-nos dar ao luxo de não sentir as vibrações nem termos de nos desviar de todos os buracos.

Dá vontade, claro, de passar por poças de lama e de sujá-lo. A seguir paramos para fotografá-lo e admirá-lo, neste seu outro ambiente mais rebelde. E nessa altura temos a certeza: é um belo sapatinho para o dia-a-dia.
9 de julho de 2020

Fonte: dn.pt
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